9 de mai de 2007

Lâmpadas e baterias usadas ameaçam saúde pública

Problema será destaque no 1º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, que acontece em maio em Porto Alegre.

O grave alerta sobre os problemas de saúde pública provocados pela falta de depósitos adequados para pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes descartadas começa a ser difundido no Brasil, após provocar medidas concretas na Europa e nos Estados Unidos. As providências que podem amenizar as ameaças ao meio ambiente serão debatidas durante o 1º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, que vai de 17 a 19 de maio em Porto Alegre, na sede da Fiergs.

As melhores práticas para recolher e tratar este tipo de lixo será um dos destaques do encontro, e serão relatadas pelo presidente da Associação Européia de Reciclagem de Baterias, Jacques David. A bióloga Arlinda Cézar, diretora da ONG Instituto Venturi de Estudos Ambientais, que promove o fórum, diz que "é de extrema preocupação o descaso com a destinação de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, que incluem as compactas, sobretudo nas grandes cidades". Ela explica que os metais pesados contidos nos acumuladores de energia e nos gases das lâmpadas - principalmente mercúrio, chumbo e lítio - podem causar uma série de malformações em fetos e doenças graves em adultos.

Para a bióloga, é essencial aumentar os investimentos em programas de conscientização. "Especialmente os municípios, responsáveis pela limpeza urbana". Os prefeitos são um dos principais públicos do encontro, não apenas pelo problema de como tratar o lixo, mas também porque os depósitos sólidos podem ser uma excelente fonte extra de receita se devidamente aproveitados.

O evento também tratará de diversos temas ligados à preservação do meio ambiente e da diminuição das causas do aquecimento global, como o gás metano - gerado pelos "lixões" e pelos grandes depósitos de cascas de arroz, no Rio Grande do Sul. Reciclagem de plásticos, vidros e pneus e a formação de uma "Bolsa de Resíduos" no Estado, capaz de gerar negócios com depósitos sólidos, serão outros assuntos que prometem reunir dezenas de especialistas na capital gaúcha.

(Envolverde/Assessoria)

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