19 de fev de 2008

Morte ecologicamente correta


Caixões de papel reciclado evitam a derrubada de árvores.

Existem milhares de maneiras de preservar o ambiente. Mesmo depois de morto. Uma delas é enterrar o falecido num caixão da marca inglesa Ecopod, feito inteiramente de papelão reciclado, e não de madeira com lâminas de metal, como a maioria. Isso evita derrubada de árvores e poluição do solo. O formato é sugestivo - o de uma semente - e o material reutilizado é papel de jornal.

Sepultamentos ecológicos são populares no Reino Unido há anos e caixões biodegradáveis são parte de uma tendência para enterros "naturais", que não usam embalsamamento, jazigos de cimento, gramados com tratamento químico ou caixões laminados. Defensores do movimento dizem que esse tipo de sepultamento causa menos dano ao meio ambiente. A cremação costumava ser considerada mais "ambientalmente correta" que o enterro, mas o uso de combustíveis fósseis passou a trazer preocupações.

Um outro projeto, do governo da região de Manchester, no noroeste da Inglaterra, também pretende fazer da morte um processo mais ecológico. O calor gerado pela queima de corpos no crematório da cidade de Dukinfield será aproveitado para ativar o aquecedor central e o sistema de iluminação da capela do próprio crematório. Dessa maneira as autoridades pretendem também diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera.

Os modelos ainda de caixões e os cemitérios e funerárias "ambientalmente corretos" aind não chegaram ao Brasil. Na europa um caixão da marca Ecopod custa entre US$ 2 mil e US$ 8 mil.

Essa matéria utilizou informações da Revista da Semana (Ed. Abril) e jornal O Estadão. As fotos estão disponíveis no site da Ecopod.



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