27 de abr de 2009

Cartazes alertam para preservação dos bugios no RS



Preocupada com a matança de bugios no Estado, que aumentou depois do surgimento de casos de febre amarela, a Secretaria do Meio Ambiente está distribuindo cartazes alertando para a preservação da espécie, que auxilia na identificação dos locais de ocorrência da doença. Junto com fotos dos bugios preto e ruivo, a peça publicitária traz a mensagem: "Lembre-se - A febre amarela é transmitida pelo mosquito e não pelos bugios. Conserve estas espécies." O alerta está na página eletrônica do Meio Ambiente.

A iniciativa conta com a parceria da Sociedade Brasileira de Primatologia e do Grupo Macacos Urbanos, de Porto Alegre, e busca esclarecer a população sobre a importância dos bugios, que servem de alerta às equipes de saúde, pois, ao morrerem infectados pelo vírus amarílico indicam que a área é foco do mosquito transmissor da febre amarela. 

A Secretaria da Saúde, por meio do Centro de Vigilância em Saúde, está distribuindo os cartazes nos 272 municípios em área de risco da febre amarela. Ainda são parceiros na campanha o Comando Ambiental da Brigada Militar, com distribuição de cartazes na Serra; a Universidade Estadual do RS, nas 23 regionais; a Universidade Federal de Pelotas e a Universidade de Passo Fundo. 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre também distribui o cartaz abaixo:




Espécies

O Rio Grande do Sul registra a ocorrência de duas espécies de bugio. Nos ecossistemas associados à Mata Atlântica, do leste ao centro do Estado, aparece o bugio-ruivo (foto acima). Do centro para o oeste do RS, junto ao Bioma Pampa, encontra-se o bugio-preto, cuja fêmea tem o pelo branco. O primata alimenta-se de folhas, frutos e flores. Adquire a febre amarela porque vive na copa das árvores, onde também se hospeda o mosquito transmissor da febre amarela.


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